Economia e Negócios

Para Abílio Diniz, decisão de retomar vida produtiva deve ser tomada agora

Abílio, no entanto, reforça que este momento é necessário que as pessoas fiquem isoladas em suas casas.

Andressa Martins
Teresina
25/03/2020 10h29 - atualizado 10h46

O empresário Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar, defendeu que o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) seja por semanas e não por meses e que seja logo tomada a decisão de retomar a vida produtiva do país. Para o empresário é necessário que exista uma data para término da quarentena no Brasil.

Em entrevista ao Valor Econômico nessa terça-feira (24), o empresário afirmou que “deixar milhões de pessoas por meses sem renda, sem emprego, confinadas em residências muitas vezes precárias e sem conforto, pode ser pior que a própria doença”. Abílio, no entanto, reforça que este momento é necessário que as pessoas fiquem isoladas em suas casas.

  • Foto: Reprodução/FacebookAbílio DinizAbílio Diniz

“Devemos parar tudo por algumas semanas para conter a disseminação do vírus e adotar todos os preparativos para que, passado esse período, tomemos medidas para que a economia volte a funcionar, mas de forma mais diferente e mais segura”, afirmou.

O empresário, bem como todo o setor, que gera a milhões de empregos, teme que quanto mais dure o confinamento, maiores são as chances de a economia do país parar de vez. Além dos grandes empresários, existem os pequenos, que com pouco capital de giro terminarão sucumbindo em poucos meses. Os autônomos sofrerão com a falta de alimentos e ficarão desesperados. O desespero, por esse lado, será geral.

“É importante trabalhar com uma parada de semanas, não de meses. E, se possível, com uma data para seu término”, continuou o empresário, que entende que dar um “um horizonte de retorno ao trabalho, à renda vital” será uma maneira de enfrentar a incerteza do povo brasileiro.

Para o empresário “a decisão de retomar a vida produtiva do país após esse período de parada radical precisa ser tomada agora, para estarmos prontos”. Abílio afirma que “estamos numa guerra, e numa guerra não tem decisão fácil e sem custo”.

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