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Parlamento argentino aprova Reforma da Previdência sob protestos

Deputados argentinos passaram a madrugada tentando votar o projeto, que recebeu 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções.

Nayrana Meireles
Teresina
19/12/2017 15h47 - atualizado 15h48

O Parlamento Argentino aprovou na manhã desta terça-feira (19), a Reforma da Previdência, apesar dos violentos protestos no país desta quinta-feira (14) e uma greve nos transportes, deflagrada à meia-noite.

  • Foto: Foto: Victor R. (Caivano/AP Photo)Protestos na Argentina Protestos na Argentina

Segundo informações do G1, os deputados argentinos passaram a madrugada tentanto votar o projeto, que recebeu 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções, após mais de 12 horas de sessão, segundo o Clarín. De acordo com a agência de notícias AFP, a reforma impacta a receita de cerca de 17 milhões de aposentados, pobres e deficientes, entre outros, em uma população de 42 milhões.

No início da manhã desta terça, manifestantes contrários à reforma permaneciam nas ruas. Na segunda-feira (18), enquanto os deputados tentavam aprovar o projeto, houve um violento protesto.

O protesto deixou ao menos 109 feridos, entre civis e policiais, de acordo com um balanço divulgado pelo Sistema de Atenção Médica de Emergências de Buenos Aires. O jornal "La Nación" traz um balanço maior: 162 feridos (entre eles, 88 policiais). O Ministério de Segurança da Cidade informou que 60 pessoas foram detidas.

Reforma

Entre os principais pontos do projeto, estão a alteração na fórmula de ajuste que passaria a ser determinada por um composto de 70% da taxa de inflação e 30% da variação no salário médio dos trabalhadores estáveis.

Outro ponto determina que mulheres com 60 anos de idade e homens com 65 anos e, em ambos os casos, um mínimo de 30 anos de contribuições, podem optar por prolongar a vida ativa até 70 anos.