Economia e Negócios

Paulo Guedes volta a defender criação de imposto sobre transações digitais

O próprio ministro já enterrou mais de uma vez a ideia de um tributo nos moldes da antiga CPMF, mas disse contribuição seria uma forma de financiar a desoneração da folha de pagamentos.

Por  Estadão Conteúdo
12/11/2020 13h51

Depois de enterrar por mais de uma vez a ideia de um tributo nos moldes da antiga CPMF, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a citar nesta quinta-feira, 12, a criação de uma contribuição sobre transações digitais como forma de financiar a desoneração da folha de pagamentos.

“Vamos reduzir a carga de impostos indiretos substancialmente. Queremos desonerar a folha de pagamentos, que é o mais cruel dos impostos. Falamos em contribuição sobre transações, principalmente digitais, para financiar desoneração da folha”, afirmou.

O ministro voltou a dizer que o governo pretende tributar a distribuição de dividendos, hoje isenta de Imposto de Renda. “Não haverá mais imposto para quem paga imposto, mas quem nunca pagou vai começar a pagar”, completou.

Economia com Previdência

Guedes disse que a economia com reforma da Previdência, que está entrou em vigor há um ano, pode ser maior do que a inicialmente prevista e chegar a R$ 500 bilhões nos próximos anos.

Em evento virtual organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), ele defendeu a redução do tamanho do Estado e disse que, de cada 100 servidores aposentados, o governo está contratando apenas 26 novos funcionários públicos, o que foi facilitado com a digitalização de serviços.

“O modelo baseado em gastos públicos já nos levou duas vezes à hiperinflação. Não podemos por covardia e politicagem continuar gastando além da nossa capacidade financeira”, completou. O ministro voltou a pedir a aprovação do chamado pacto federativo, enviado há mais de um ano ao Congresso Nacional.

Guedes ressaltou que é preciso transformar a “onda de consumo” criada pelas medidas de estímulo para fazer frente à pandemia do coronavírus em investimento. E voltou a dizer que vai “derrubar” a relação dívida/PIB em 2021.

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