Brasil

Petroleiros iniciam greve de 72 horas nas refinarias do Brasil

Na véspera, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), estipulou multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos.

Nayrana Meireles
Teresina
30/05/2018 08h02 - atualizado 08h05

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), anunciou na madrugada desta quarta-feira (30), por meio de uma rede social, que a greve de 72 horas da categoria já foi iniciada. Na véspera, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), estipulou multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos.

Segundo o comunicado da federação, os petroleiros não entraram para trabalhar na madrugada desta quarta-feira em refinarias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco. Uma das reivindicações dos trabalhadores é a destituição do presidente da estatal, Pedro Parente. Além disso, eles também fazem o ato em solidariedade a manifestação dos caminhoneiros.

Ainda segundo a FUP, a paralisação ocorre nos terimais de Reman (AM), Abreu e Lima (PE), Regap (MG), Duque de Caxias (Reduc, RJ), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX). Também não houve troca dos turnos, segundo a FUP, nos terminais de Suape (PE), Paranaguá (PR) e Bacia de Campos (RJ).

Decisão do TST

Nesta terça-feira (29), a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria de Assis Calsing, concedeu liminar na qual classifica como “abusivo” o caráter da greve de 72 horas dos petroleiros. "Defiro parcialmente o pedido para que, diante do caráter aparentemente abusivo da greve e dos graves danos que dela podem advir, determinar aos Suscitados que se abstenham de paralisar suas atividades no âmbito da Petrobras e de suas subsidiárias, nos dias 30 e 31 de maio e 1.º de junho de 2018 e de impedir o livre trânsito de bens e pessoas".

Leia o comunicado completo da Federação Única dos Petroleiros:

A greve nacional dos petroleiros contra a política de preços de derivados da Petrobrás começou aos primeiros minutos desta quarta-feira, 30, em diversas refinarias e terminais da empresa.

Os trabalhadores não entraram para trabalhar nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

Também não houve troca dos turnos nas refinarias de Suape (PE) e Paranaguá (PR).

Na Bacia de Campos, as informações iniciais eram de que os trabalhadores também aderiram à greve em diversas plataformas.

O movimento prossegue pela manhã, quando estão previstas paralisações nas demais bases do Sistema Petrobrás.

Também nesta quarta-feira, 30, serão realizados atos e manifestações em apoio e em solidariedade à luta dos petroleiros contra a política de preços imposta pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que gerou uma escalada de aumentos abusivos no gás de cozinha e nos combustíveis.

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