Brasil

PF investiga repasses milionários da Oi para empresas ligadas a Lulinha

Segundo o Ministério Público Federal, os pagamentos foram realizados entre 2004 e 2016 e são superiores a R$ 132 milhões.

Por  Estadão Conteúdo
10/12/2019 09h31

A Operação Mapa da Mina, 69ª fase da Lava Jato desencadeada na manhã desta segunda, 10, investiga supostos repasses financeiros suspeitos realizados por companhias do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas pelo filho mais velho do ex-presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, pelos irmãos Fernando Bittar e Kalil Bittar e pelo empresário Jonas Suassuna. Segundo o Ministério Público Federal, os pagamentos foram realizados entre 2004 e 2016 e são superiores a R$ 132 milhões.

A Procuradoria indicou ainda que tais repasses foram realizados ‘sem justificativa econômica plausível, ao tempo em que o grupo Oi foi beneficiado por diversos atos praticados pelo Governo Federal’.

A ‘Mapa da Mina’ cumpre na manhã desta segunda, 10, 47 mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

“As investigações apontam que as empresas do grupo Gamecorp/Gol não possuíam mão de obra e ativos compatíveis com a efetiva prestação dos serviços para os quais foram contratadas pela Oi/Telemar”, diz a nota do Ministério Público Federal.

O grupo Gamecorp/Gol é integrado pelas empresas G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, Gamecorp, Editora Gol, Gol Mídia, Gol Mobile, Goal Discos, Coskin, PJA Empreendimentos e PDI.

COM A PALAVRA, O GRUPO GAMECORP/GOL

A reportagem busca contato com a Assessoria de Imprensa da empresa. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A OI

A reportagem busca contato com a Assessoria de Imprensa da empresa. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULINHA

A reportagem busca contato com os advogados do empresário. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, OS OUTROS INVESTIGADOS

A reportagem busca contato com os advogados dos outros investigados. O espaço está aberto para manifestações.

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