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PF mira conluio para desvios na Saúde e prende Alexandre Baldy

Operação Dardanários cumpre seis mandados de prisão e faz 11 de buscas no Rio, em São Paulo, e em Goiânia; ofensiva apura crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Por  Estadão Conteúdo
06/08/2020 07h26 - atualizado 08h17

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta, 6, a Operação Dardanários para desarticular conluio entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas, especialmente na área da Saúde. A ofensiva apura crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os policiais federais cumprem seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Petrópolis (RJ), São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Goiânia (GO) e Brasília (DF). Segundo a PF, três pessoas já foram presas, entre elas o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo Alexandre Baldy.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Ministro das Cidades, Alexandre BaldyAlexandre Baldy

Antes de assumir o cargo no governo Doria, Baldy foi eleito deputado federal em 2014, mas licenciou-se em novembro de 2017 para assumir o Ministério das Cidades durante o governo Temer. Antes de ser deputado, foi secretário de Indústria e Comércio de Goiás, entre 2011 e 2013.

A operação é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS, que apuram desvios de recursos do Rio de Janeiro repassados para Organizac?a?o Social que administrou diversos hospitais no Estado e em outros locais do pai?s.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

“O nome da operação faz referência aos agentes de ‘negócios’, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas”, afirmou a PF em nota.

As investigações da Dardana?rios

Segundo o Ministério Público Federal, a partir da colaborac?a?o premiada de ex-diretores da Organizac?a?o Social Pro?-Sau?de, ‘foi elucidado o pagamento de vantagens indevidas para agentes que pudessem interceder em favor da OS em relac?a?o aos pagamentos do contrato de gesta?o do Hospital de Urge?ncia da Regia?o Sudoeste (HURSO), em Goia?nia, que foi administrado pela Pro?-Sau?de entre 2010 e 2017’.

“Para possibilitar o pagamento de valores na?o contabilizados, os gestores da OS a? e?poca institui?ram esquema de gerac?a?o de ‘caixa 2’ na sede da Pro?-Sau?de, com o superfaturamento de contratos, custeados, em grande parte, pelos repasses feitos pelo Estado do Rio de Janeiro, os quais constitui?am cerca de 50% do faturamento nacional da organizac?a?o social (que saltou de aproximadamente R$ 750 milho?es em 2013, passando por R$ 1 bilha?o em 2014 e chegando a R$ 1,5 bilha?o em 2015)”, indicou a Procuradoria em nota.

O MPF aponta que os agentes ‘prosseguiram intermediando os interesses dos ex-diretores da Os na obtenc?a?o de contratos de sua empresa rece?m-criada com outros o?rga?os da administrac?a?o pu?blica, mediante o pagamento de um percentual a ti?tulo de vantagens indevidas’.

Os investigadores identificaram a existe?ncia de um esquema de direcionamento de contratos da Junta Comercial do Estado de Goia?s (JUCEG) e da Fundac?a?o Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), atrave?s da Fundac?a?o de Apoio FIOTEC.

“Nestes casos, os empresa?rios colaboradores narraram que obtiveram e?xito na contratac?a?o de servic?os de sua empresa em raza?o do comando ou da influe?ncia que os investigados exerciam nos o?rga?os, e, em troca, pagaram altas quantias de dinheiro em espe?cie ou ate? mesmo atrave?s de depo?sitos banca?rios”, diz a Procuradoria.

Segundo os procuradores, a Receita Federal e o COAF apontaram operac?o?es suspeitas que indicam a possibilidade de utilizac?a?o do nu?cleo familiar de investigados para ocultar os valores oriundos dos crimes de corrupc?a?o, peculato e organizac?a?o criminosa.

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