Teresina - PI

Piauí faz parte de campanha nacional contra assédio no Carnaval

O Coletivo “Não é não”, organização nacional que chegou ao Piauí em novembro do ano passado, intensifica as atividades que buscam combater o assédio nos blocos de rua da Capital.

Carolina Dias
Teresina
Thais Guimarães
Teresina
08/01/2020 20h07 - atualizado 20h30

Com a aproximação dos eventos carnavalescos, o Coletivo “Não é não”, organização nacional que chegou ao Piauí em novembro do ano passado, intensifica as atividades que buscam combater o assédio nos blocos de rua da Capital.

Além das rodas de conversa gratuitas realizadas nos 10 estados nos quais o coletivo atua, a principal ação é a produção de tatuagens temporárias com a frase “Não é não”, que são distribuídas gratuitamente nos blocos das cidades. Para custear a produção dessas tatuagens, o coletivo preparou um financiamento coletivo na internet, cujas recompensas são kits de itens produzidos por mulheres teresinenses, que variam entre ecobags, cadernos, brincos artesanais, dentre outros.

  • Foto: DivulgaçãoCampanha pretende conscientizar homens e mulheres sobre assédio no CarnavalCampanha pretende conscientizar homens e mulheres sobre assédio no Carnaval

A meta é uma arrecadação de R$ 3.800,00 para a produção de 2 mil tatuagens. Segundo a jornalista Camila Fortes, uma das embaixadoras da campanha em Teresina, o projeto segue até 16 de janeiro e arrecadou até o momento R$ 1.837,00.

De acordo com Camila, nos dias de Carnaval, grupos de mulheres se espalharão pela cidade, onde houver festa, para distribuírem as tatuagens. “Vamos realizar intervenções nos blocos de rua de Teresina, criar uma rede de distribuição das tatuagens”, explicou ao GP1.

A embaixadora da campanha destacou que a recepção ao projeto em Teresina tem sido boa, contudo, permanece a dificuldade em conseguir bater a meta na campanha financeira.

“Teresina é uma cidade que ainda não tem um histórico de financiamento coletivo, as pessoas ainda tem muito medo de comprar pela internet, então estamos colocando nossa cara a tapa, explicando como o projeto funciona, como ele vai beneficiar a nós mulheres e como os homens podem participar. É uma rede, para que possamos construir um carnaval sem assédio em Teresina”, finalizou Camila Fortes.

Para quem quiser contribuir com a campanha, basta acessar o site Benfeitoria.