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Polícia investiga abuso nos preços dos combustíveis no Piauí

O trabalho está sendo realizado pela Deccoterc, juntamente com o Ministério Público Estadual e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON).

Brunno Suênio
Teresina
Laura Moura
Teresina
30/05/2018 17h24 - atualizado 17h33

A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Ordem tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo (Deccoterc) vai investigar possíveis práticas abusivas realizadas pelos donos de postos em relação aos preços dos combustíveis no Piauí, durante a greve dos caminhoneiros. Em entrevista ao GP1, o delegado João José, o “J.J”, explicou os policiais da especializada já iniciaram os levantamentos sobre o caso.

  • Foto: Brunno Suênio/GP1Nesse posto de combustível a gasolina foi vendida a R$ 4,99 durante a greve dos caminhoneirosNesse posto de combustível a gasolina foi vendida a R$ 4,99 durante a greve dos caminhoneiros

“Após receber um oficio do Procon, encaminhando uma notificação recomendatória, em um dos itens tem a requisição de abertura de inquérito, mas, para isso, tenho que expedir uma admissão, que foi feito para que os policiais caiam no campo para levantar se há abusos, se há crime com sonegação fiscal e abuso contra a economia popular. Os policiais pediram que eu fizesse uma solicitação ao Procon para que eles encaminhassem como linha de um norte investigativo, um parâmetro de preço. Com isso, a gente vai fazer o levantamento para saber se está havendo abuso e se existe sonegação fiscal”, informou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegado J.JDelegado J.J

O trabalho está sendo realizado pela Deccoterc, juntamente com o Ministério Público Estadual e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON). O delegado comentou também que o aumento no preço dos combustíveis é nítido. “Antes da greve, a gasolina estava custando R$ 4,39 e hoje está R$ 4,75, ou seja, provavelmente está fora do parâmetro. É claro que houve um aumento todos os dias”, afirmou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Sede do GRINCOTSede do GRINCOT

Os donos dos postos de combustíveis poderão ser indiciados pelos crimes previstos nas leis nº 8.137 e nº 1.521.

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