Teresina - PI

Policiais e bombeiros fazem ato no Karnak por reajuste salarial

De acordo com a Cabo Marcioneide, desde 2015 o Governo do Estado do Piauí não oferece o reajuste inflacionário anual, estando congelado o salário das categorias desde então.

Willyam Ricardo
Teresina
Carolina Dias
Teresina
18/02/2020 13h11 - atualizado 13h14

Servidores do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Piauí realizaram uma manifestação reivindicando reajuste de 20% no salário de suas categorias. O ato aconteceu em frente ao Palácio de Karnak, na manhã desta terça-feira (18).

De acordo com a cabo Marcioneide, presidente da Associação Beneficente dos Militares (PM/BM) ativos e inativos pensionistas e assemelhados (Abempe), desde 2015 o Governo do Estado do Piauí não oferece o reajuste inflacionário anual, estando congelado o salário das categorias desde então.

“Hoje nós buscamos a nossa reposição salarial, são as perdas salariais de 2015 para cá. Nós estamos com 5 anos sem nenhum centavo de reajuste salarial. O que nós queremos agora é essa reposição. O Governo alega que não pode dar essa reposição por conta da lei de responsabilidade fiscal, mas nós sabemos que essa própria lei já garante que seja feito isso por todos os governos”, afirmou a presidente Marcioneide.

  • Foto: Willyam Ricardo/GP1Cabo Marcioneide das Chagas, presidente da AbempeCabo Marcioneide das Chagas, presidente da Abempe

Ainda de acordo com a cabo Marcioneide, se houvesse reposição durante esses anos o policial militar deveria estar ganhando em torno de R$ 5 mil reais. Ela afirma, também, que o governador não está aberto ao diálogo e isso motivou a manifestação. “Por isso a categoria veio buscar essa resposta do Governo. Iniciou-se hoje a nossa mobilização e não tem hora para parar. O Governo tem que conversar com a gente”, pontuou.

Em entrevista ao GP1, o tenente Flaubert Rocha, presidente da Associação dos Bombeiros e policiais militares (ABMEPI), disse que a reposição é para os servidores ativos e inativos e que, de antemão, já nega a proposta de tickets e de parcelamento que o governo costuma propor, pois a solução não beneficiaria toda a categoria.

  • Foto: Willyam Ricardo/GP1Tenente Flaubert Costa, presidente da Associação dos Bombeiros e Policiais MilitaresTenente Flaubert Costa, presidente da Associação dos Bombeiros e Policiais Militares

“Outra coisa que nos incomoda é a questão do tratamento do governo com os policiais e bombeiros militares do estado. A pessoa é promovida e não recebe o subsídio do valor da sua promoção. Estamos há muitos anos nessa situação, é uma falta de respeito muito grande. Nós estamos cobrando esse somatório de negligência por parte do estado com os policiais e bombeiros militares”, afirmou o tenente.

Os servidores disseram que a manifestação não tem hora para acabar e que estão determinados a falar hoje com o governador. O ato continua em frente ao Palácio de Karnak.