Polícia

Populares levaram parte do dinheiro de bancos em Campo Maior, diz GRECO

Do total de R$ 229 mil roubados, R$ 94.120,00 já foram recuperados com os integrantes da quadrilha e o restante falta ser encontrado com outros dois bandidos foragidos e com moradores.

Brunno Suênio
Teresina
Laura Moura
Teresina
Bárbara Rodrigues
Teresina
10/05/2019 12h11 - atualizado 13h48

Coletiva de imprensa sobre dinheiro roubado em Campo Maior

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) informou durante entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (10) que parte do dinheiro roubado das agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em Campo Maior, no último dia 30 de abril, foi levado por populares antes da chegada da perícia ao local do crime.

Do total de R$ 229 mil roubados das duas agências, R$ 94.120,00 já foi recuperado com os integrantes da quadrilha e o restante falta ser encontrado com outros dois bandidos foragidos e com os moradores, que segundo o delegado Tales Gomes, serão identificados e responsabilizados judicialmente.

“No Banco do Brasil, tem cerca de R$ 30 a R$ 34 mil que constataram que foi furtado, mas não sabemos qual foi montante levado pela população, pois quando e tem um estouro desse, o dinheiro se espalha. No momento não tem como precisar quanto foi levado pelos bandidos no Banco do Brasil”, explicou o delegado Tales.

Dinheiro pode estar enterrado

O coronel Márcio Oliveira explicou como foi recuperado o dinheiro roubado pelos criminosos. “No momento que tínhamos contato com os marginais, tanto no confronto ou nas prisões, como o dinheiro tinha sido dividido entre eles, todos os que foram encontrados, os neutralizados e o preso na divisa em Chaval, tinham uma certa quantidade de dinheiro. Só que nós temos ainda temos um indivíduo mineiro na área de Cocal e o Marcelo Negão aqui em Teresina e, certamente, com eles ainda têm alguma quantia em dinheiro”, explicou.

A polícia acredita que os criminosos podem ter enterrado parte do dinheiro. “Como já foi revelado o montante subtraído, imaginamos que esse dinheiro esteja com eles [os que estão foragidos]. Há a possibilidade deles terem colocado o dinheiro enterrado, pois é um procedimento que eles adotam. É muito fácil chegar em uma local que tem alcance de internet, jogar uma coordenada geográfica pelo Google Maps e ele fica com isso na memória. Depois de preso tem como ele repassar para algum parente, para resgatar essa quantia e os materiais, como o armamento”, disse o coronel ao GP1.

Dois foragidos

O delegado Tales Gomes ainda destacou que falta a prisão de duas pessoas que já foram devidamente identificadas. “Os que atuaram diretamente foram 12 pessoas, em três veículos. Na S10 estavam dois dos líderes, o Paulo França e o Marcelo Negão. Nesse aspecto, todos estão contabilizados. Um preso, 9 neutralizados, e tem o Marcelo Negão [foragido em Teresina] e um cara de Uberlândia que está na região de Cocal, que já foi visto mais de uma vez. Vamos intensificar as diligências para localizar eles”, disse o delegado.

O coronel Márcio Oliveira disse que mais pessoas podem ser presas. “Tem mais indivíduos para serem presos, pelo menos dois que participaram dos ataques e os que participaram dando apoio, que nós não sabemos [quantos]. É questão de tempo para o setor da inteligência da Polícia Civil chegar neles”, explicou o coronel.

Relação dos bandidos mortos

O GRECO divulgou as imagens dos nove bandidos neutralizados durante as buscas à quadrilha responsável pelos ataques às agências bancárias. De acordo com o secretário de segurança pública, Fábio Abreu, oito deles são de Uberlândia-MG e um deles, Antônio Paulo de França, vulgo “Paulo Madruga”, é natural de Teresina-PI.

  • Foto: Divulgação/GRECOLista dos bandidos neutralizados após roubos a bancos em Campo MaiorLista dos bandidos neutralizados após roubos a bancos em Campo Maior

Fábio Abreu enfatizou ainda que as ações policiais que terminaram com nove bandidos neutralizados se deram no estrito cumprimento da lei, tendo em vista que os assaltantes tentaram abater os agentes de segurança durante as buscas.

“Eles teriam que ter obedecido e nenhum deles obedeceu, então se nós não tivéssemos neutralizado nós seríamos neutralizados. Entre o bandido e a polícia é preferível que o bandido fique como ficou nessa ocorrência. Assim a gente entende, sempre buscando o cumprimento da lei dos direito humanos. Tudo foi preservado, infelizmente, eles não quiseram. A gente tem vasta prova em relação a isso, nos celulares deles têm as pressões dos próprios familiares dizendo para eles irem pra cima dos nossos policiais”, destacou Fábio Abreu.

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