Guadalupe - PI

Prefeita Neidinha pede cassação da candidatura de Wallem Mousinho

O candidato negou veementemente as acusações: "tenho princípios legais, fui acusado por pessoas irresponsáveis. É uma mentira, um ato irresponsável, imoral, a gente ganha eleição é com trabalho”.

Thais Guimarães
Teresina
11/11/2020 09h25 - atualizado 09h25

A coligação “O progresso continua”, da prefeita Neidinha Lima (PSD), que tenta reeleição em Guadalupe, pediu a cassação do registro de candidatura da chapa do o ex-prefeito Wallem Mousinho (MDB) e de sua vice, Surama Martins (MDB), sob acusação de compra de votos. Segundo a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), ajuizada no dia 29 de outubro, a esposa do coordenador de campanha da chapa emedebista teria admitido, em mensagens de WhatsApp, que comprou voto de um eleitor por R$ 5 mil.

De acordo com a ação, a senhora Silvone Ataídes é esposa de Kleber Diego Moreira, coordenador de campanha de Wallem Mousinho, e teria admitido a compra de votos para o candidato. Nos autos da ação judicial foram anexados dois áudios, supostamente gravados pela esposa do coordenador da chapa do MDB e enviados em um grupo de WhatsApp intitulado “Gp 15X55 Duelo Final”.

  • Foto: DivulgaçãoGrupo de WhatsAppGrupo de WhatsApp

No primeiro, a pessoa que dizem ser Silvone Ataíde afirma que pagou R$ 5 mil pelo voto de um eleitor chamado Erasmo. “Tem condições de pagar o que? Paguei R$ 5.000,00 hoje no voto do Erasmo, oxe [sic], foi ligeiro pra ele pular pro lado do 15 e eu vou comprar mais”, diz o áudio.

Na outra gravação, a pessoa diz que, uma vez que não é a candidata, não haveria maiores problemas. “Quem tá comprando é eu mesmo, eu não sou candidato a prefeito, oxe [sic], não dá nadinha”, consta no segundo áudio.

“Desse modo, é de cristalina percepção que a intenção da representada Silvone Ataíde é de dar vantagem ilegal à campanha eleitoral do Candidato a prefeito e também representado, Wallem Mousinho (15) e diante da gravidade da situação e da rapidez com que os diversos eventos eleitorais acontecem e se sucedem durante o curto períodos de campanha é imprescindível para resguardar o direito a igualdade na disputa eleitoral, a rápida e eficaz resposta deste juízo eleitoral, sob pena de encerrar o processo eleitoral sem a correspondente prestação jurisdicional”, alega a assessoria jurídica da coligação da prefeita Neidinha.

Diante disso, o representante jurídico da coligação “O progresso continua” pediu a cassação do registro de candidatura de Wallem Mousinho e Surama Martins e, em caso de julgamento após o pleito e ambos forem eleitos, a perda do mandato destes. A ação também pede a sanção de ilegibilidade dos dois candidatos por oito anos.

Outro lado

Procurado pelo GP1 na tarde desta terça-feira (10), Wallem Mousinho negou veementemente as acusações. “Tenho princípios legais, fui acusado por pessoas irresponsáveis. É uma mentira, um ato irresponsável, imoral, a gente ganha eleição é com trabalho”, declarou o candidato do MDB.

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