Campo Maior - PI

Procurador instaura inquérito para investigar o prefeito Ribinha

Consta na portaria que será apurado “o possível ato de improbidade administrativa na omissão do atual Prefeito de Campo Maior".

Bárbara Rodrigues
Teresina
17/12/2017 20h00 - atualizado 20h14

O Ministério Público Federal no Piauí, por meio do procurador da República Marco Aurélio Adão, instaurou um inquérito civil com o objetivo de investigar irregularidades na gestão do prefeito de Campo Maior, José de Ribamar Carvalho, mais conhecido como professor Ribinha, por ato de improbidade.

Na portaria de nº 149, de 22 de novembro, o procurador Marco Aurélio Adão explicou que inquérito civil foi instaurado com base na Notícia de Fato MPF/PR/PI nº 1.27.000.001699/2017-82 que paura sobre supostas irregularidades no cadastro de beneficiários do Programa Bolsa-Família.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Professor Ribinha, Prefeito de Campo Maior Professor Ribinha, Prefeito de Campo Maior

O procurador afirmou que foram solicitadas informações ao prefeito, mas que ele não tem respondido aos questionamentos do órgão sobre essas irregularidades.

Consta na portaria que será apurado “o possível ato de improbidade administrativa na omissão do atual Prefeito de Campo Maior, José de Ribamar Carvalho, em prestar informações requisitadas pela Procuradoria da República no Estado do Piauí, referente a supostas irregularidades no cadastro de beneficiários do Programa Bolsa-Família – Recomendação n°. 015/2016-PR/PI-GAB/AA, Ofício n°. 027/2017- PR/PI-GAB/AA e Ofício n°. 099/2017-PR/PI-GAB/AA, todos recebidos na Prefeitura de Campo Maior, mas não respondidos pelo administrador municipal”.

A falta de informações fez o procurador instaurar o inquérito e agora ele determinou a expedição e um novo ofício ao prefeito Ribinha, para que seja informado sobre a investigação e que ele apresente eventuais documentos relativos à postagem e ao recebimento dos expedientes requisitórios não respondidos.

Outro lado

Procurado nesta sexta-feira (15 ), o prefeito Ribinha não foi localizado para comentar o caso. O GP1 fica aberto para esclarecimentos.