Teresina - PI

Projeto de Firmino Filho é aprovado e causa revolta em professores

Em entrevista ao GP1, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, disse que a medida é um “ataque” do prefeito Firmino Filho aos servidores.

Andressa Martins
Teresina
Germana Chaves
Teresina
Jonas Carvalho
Teresina
10/07/2019 14h04 - atualizado 16h00

Professores acompanham votação na Câmara Municipal de Teresina

Vereadores da Câmara Municipal de Teresina aprovaram na manhã desta quarta-feira (10) um projeto de lei encaminhado pelo prefeito Firmino Filho (PSDB) que proíbe professores da rede municipal de participar de assembleia durante dias letivos. 21 vereadores votaram a favor e 5 votaram contra.

Apenas Dudu Borges (PT), Deolindo Moura (PT), Cida Santiago (PSD), Zé Nito (MDB) e Major Paulo Roberto (SD) votaram contrários ao projeto do Executivo.

Regime de urgência

A líder do prefeito na Casa, vereadora Graça Amorim, solicitou regime de urgência especial, onde a matéria é votada duas vezes no mesmo dia. O regime de urgência foi aprovado por 20 vereadores. Apenas os vereadores Lázaro Carvalho (Cidadania), Deolindo Moura (PT), Cida Santiago (PSD), Dudu (PT) e Major Paulo Roberto (SD) votaram contra o regime de urgência.

Manifestação na Câmara

Por conta da votação, professores da rede municipal realizaram um protesto na Câmara Municipal. Em entrevista ao GP1, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, disse que a medida é um “ataque” do prefeito Firmino Filho aos servidores.

“É um ataque da gestão do prefeito Firmino Filho contra os servidores municipais. Além de não conceder o reajuste anual que está previsto no artigo 37 da Constituição Federal, ele agora resolveu atacar um seguimento dos servidores municipais que são os professores”, afirmou.

Sinésio relembrou que desde a época de Wall Ferraz os professores tem direito de se reunir seis vezes no ano para discutir problemas da Educação. O presidente do sindicato disse que o medo do prefeito é que os professores discutam “os rombos da educação”.

Retrocesso

O presidente da Câmara, vereador Jeová Alencar, avaliou que a medida de Firmino é um “retrocesso” e tem a tentativa de retaliar o município. “Proíbe que o professor possa participar de assembleia no meio da semana. Para nós é um retrocesso. Os professores, toda a categoria têm direito de participar da sua assembleia e que não sofra nenhum tipo de retaliação. Ao nosso ver é mais uma retaliação do município, do poder público à classe trabalhadora”, defendeu.

Expor vereadores

Sinésio afirmou o sindicato vai espalhar outdoors na cidade com o rosto e o nome de cada vereador que votou a favor.

“A primeira medida que nós vamos fazer logo após o resultado é organizar em outdoors pela cidade todos os vereadores que votaram nessa medida antidemocrática e que são contra a liberdade de organização dos professores e os professores trabalharão contra esses vereadores porque não aceitamos essas pessoas que estão aqui para nos representar votarem contra a gente por causa de uma perseguição pessoal que o prefeito tem contra os servidores da educação”, finalizou Sinésio.