Rio Grande do Piauí - PI

PT pede a impugnação da candidatura do prefeito Maurício Martins

“Nós conseguiremos a candidatura. Eu estou tranquilo. Estamos confiantes que vai dar tudo certo”, afirmou Maurício Martins.

Bárbara Rodrigues
Teresina
05/10/2020 10h25 - atualizado 10h25

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores do município de Rio Grande do Piauí ingressou no Tribunal Regional Eleitoral(TRE-PI), no dia 2 de outubro, com um pedido de impugnação da candidatura do médico Maurício Martins Costa Silva (PP), mais conhecido como Dr. Maurício, que busca a reeleição ao cargo de prefeito.

O Diretório Municipal do PT ingressou com o pedido de impugnação, porque o nome do prefeito Maurício Martins está na lista de inelegíveis divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE). Ele ainda busca na Justiça a retirada do seu nome da lista.

  • Foto: Facebook/Maurício MartinsMaurício MartinsMaurício Martins

A inelegibilidade é em decorrência da reprovação das contas de 2014 do Hospital Estadual Domingos Chaves, no município de Canto do Buriti, quando ele atuou como gestor. Devido a essa reprovação, o Ministério Público do Estado, por meio do promotor José William Pereira Luz, ingressou no dia 20 de julho, na Vara Única da Comarca de Canto do Buriti, com uma Ação Civil Pública para reparação de dano ao erário.

No dia 3 de outubro, foi determinada a citação do prefeito, que terá que apresentar a defesa em relação ao caso. Maurício Martins tem como vice Gilmar Martins (PP) que também foi alvo de ação de impugnação de candidatura. O médico disputa o cargo de prefeito contra o advogado Marcos Felinto (PT), que tem como vice Deusilene Miranda (PT).

Outro lado

O GP1 entrou em contato com o prefeito Maurício Martins que explicou os problemas que causaram a reprovação das contas e destacou que não ocorreu dano ao erário.

“Eu fui diretor de hospital de Canto do Buriti e lá eu peguei o hospital com algumas dívidas, porque o ex-gestor deixou umas dívidas. De um mês para o outro realmente ficam umas dívidas. A Secretaria Estado de Saúde me informou na época que iria transferir exatamente o valor da dívida dos fornecedores para a conta do hospital e eu que teria que pagar, dar o comando pois eu era diretor. Isso não teve licitação, mas disseram que tudo bem, porque era da gestão anterior. Eu fiquei tranquilo e fiz o pagamento. Eu estou sendo imputado por causa disso, mas não teve dano ao erário. Outro caso, foi por eu ganhar mais que o governador, mas eu ganhava como médico, e qualquer médico ganha mais que o governador. Isso é em qualquer hospital”, explicou.

Ele disse que está confiante que vai conseguir registrar a sua candidatura. “Nós conseguiremos a candidatura. Eu estou tranquilo. Estamos confiantes que vai dar tudo certo”, afirmou.

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