Teresina - PI

Radiologista baleado por PM morre no Hospital São Marcos

Rudson Oliveira estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Marcos, com a bala alojada na região das costas.

Davi Fernandes
Teresina
Victória Xavier
Teresina
Fábio Wellington
Teresina
07/12/2019 16h08 - atualizado 17h02

O radiologista Rudson Vieira Batista da Silva, de 32 anos, que foi baleado na noite do último domingo (1), durante um desentendimento com um policial militar identificado como Max Kellysson Marques Marreiro em um bar no Buenos Aires, zona norte de Teresina, morreu na tarde deste sábado (7), no Hospital São Marcos. Rudson Oliveira estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Marcos, com a bala alojada na região das costas, e não resistiu às paradas cardíacas que sofreu desde a madrugada até o início da tarde de hoje.

O irmão da vítima, João Neto, confirmou a informação ao GP1 e disse que seu irmão poderia ter sequelas caso sobrevivesse. “Ele faleceu sim, o velório vai ser na Pax União na Miguel Rosa e o enterro vai ser no nosso terreno em Miguel Alves. Segunda-feira, eu vou voltar e quero mobilizar a imprensa o máximo que puder”, informou.

  • Foto: Arquivo pessoalRudson Vieira Batista da SilvaRudson Vieira Batista da Silva

Poderia perder os movimentos dos membros

Rudson Oliveira era funcionário da Fundação de Esportes do Piauí (Fundespi) e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Marcos, com a bala alojada na região das costas. Segundo seu irmão, o radiologista poderia perder os movimentos nos membros inferiores e superiores.

“O braço direito ficou bem danificado, os movimentos desse braço já se sabe que não ficariam 100%. Mesmo com o tratamento, poderia se recuperar um percentual, mas não 100%. No braço esquerdo ele não teria como movimentar também os 100%, mas com o tratamento ele recuperaria uma parte dos movimentos”, comentou.

O crime

O irmão de Rudson Vieira relatou que o policial militar identificado como Max Kellysson Marques Marreiro teria assediado uma mulher que estava acompanhada de seu primo e quando o radiologista tentou repreender o PM, foi atingido.

João Neto reforçou que não houve discussão entre os dois. “O policial estava assediando uma moça que estava com meu primo, o PM estava alterado e o meu irmão foi querer separar. O ‘cara’ sacou a arma e deu o tiro nele à queima-roupa”, acrescentou.

Velório e enterro

O velório de Rudson ocorre na Pax União localizada na Avenida da Miguel Rosa e o seu enterro vai acontecer em um terreno de sua família no município de Miguel Alves.

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