Política

Reforma vai gerar economia de R$ 150 milhões ao ano, diz Ricardo Pontes

A audiência pública para tratar sobre a PEC da Reforma da Previdência encaminhada pelo Governo do Estado foi iniciada nesta quarta-feira (11) no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

Germana Chaves
Teresina
Andressa Martins
Teresina
11/12/2019 10h12 - atualizado 12h51

Audiência na Alepi sobre a reforma da Previdência

A audiência pública para tratar sobre a PEC da Reforma da Previdência encaminhada pelo Governo do Estado foi iniciada nesta quarta-feira (11) no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). As discussões estão sendo comandadas pelo presidente da CCJ, deputado Júlio Arcoverde, do PP.

O debate foi iniciado por Ricardo Pontes, presidente do Piauí Previdência. Ele voltou a dizer que todo mês é necessário "aportar mais de R$ 80 milhões para pagar aposentados e pensionistas". De acordo com ele, o estado não possui mais condições de manter as obrigações em dia "sem a aprovação da reforma" e que caso seja aprovada, vai gerar economia de R$ 150 milhões ao ano para o Executivo.

"Estamos projetando uma economia mensal de R$ 150 milhões ao ano no caso do executivo. R$ 200 milhões ao ano com os demais poderes com a reforma", disse Pontes.

Cerca de 100 pessoas estão presentes no debate, entre elas, os deputados da oposição Teresa Britto (PV), Lucy Soares (PP), Marden Menezes (PSDB), Gustavo Neiva (PSB). Além de João Mádison (MDB), Francisco Limma (PT), Franzé Silva (PT), Evaldo Gomes (SDD), Ziza Carvalho (PT), Francisco Costa (PT), Severo Eulálio (MDB) e Warton Lacerda (PT).

Erros do passado

O superintendente de Gestão de Previdência Complementar, Marcos Steiner, disse durante a audiência que o rombo da Previdência do Piauí se dá por conta de “erros do passado’, mas citou que é importante a reforma para que os erros não voltem a se repetir.

“A gente tem avançado, tem ido atrás de recursos extras como organização do fundo de investimento imobiliário. O Governo tem trabalhado para conseguir recursos da União para trazer para o estado para que arque com esse custo previdenciário, para que diminua o peso na sociedade dos R$ 80 milhões por mês que é retirado. Hoje a gente chegou em uma situação dessas por erros do passado e aí eu questiono agora, é o momento d e não errar para o futuro mais uma vez”, disse.