Piauí

Regina Sousa expulsa capitão Allisson Wattson da Polícia Militar

No dia 4 de fevereiro, o Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI) decidiu, por unanimidade, pela expulsão do capitão os quadros da Polícia Militar.

Wanessa Gommes
Teresina
08/03/2019 20h30 - atualizado 20h59

Como o GP1 já havia antecipado, na semana passada, a governadora em exercício, Regina Sousa, assinou na noite desta sexta-feira (08) o decreto de exoneração do capitão da Polícia Militar do Piauí, Allisson Wattson da Silva Nascimento, assassino confesso da namorada, a estudante de Direito, Camilla Abreu.

No dia 4 de fevereiro, o Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI) decidiu, por unanimidade, pela expulsão do capitão os quadros da Polícia Militar.

  • Foto: Instagram/Allisson WattsonAllisson WattsonAllisson Wattson

A Corregedoria da Polícia Militar já havia decidido pela expulsão do capitão. Três meses depois o governador Wellington Dias (PT) confirmou a decisão, mas cabia ao TJ julgar o pedido.

Os mandados com as notificações sobre a decisão do TJ foram encaminhados, na tarde de sexta-feira (01), à Procuradoria Geral do Estado e ao comandante da PM, coronel Lindomar Castilho.

O crime

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu no dia 26 de outubro de 2017. Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias, retornando apenas na sexta-feira (27) e afirmou não saber do paradeiro do jovem.

  • Foto: Facebook/Camilla AbreuCamilla AbreuCamilla Abreu

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. No dia 31 de outubro, a Polícia Civil confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante. Na manhã de 1º de novembro, o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu. No laudo cadavérico, foi concluído que a jovem foi arrastada antes de morrer.

O capitão virou réu na Justiça depois que a juíza de direito Maria Zilmar Coutinho Leal, da 2º Vara do Tribunal do Júri, recebeu denúncia do Ministério Público. Em abril de 2018, a juíza pronunciou o capitão para ir a julgamento pelo Júri Popular.

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