Teresina - PI

Teresina registra queda de quase 30% na média de óbitos por covid-19

Com esse cenário, os especialistas da FMS afirmam que não existe indicativo para adoção de medidas mais restritivas na capital.

13/11/2020 11h45 - atualizado 11h45

Teresina registrou uma queda de quase 30% na média móvel de óbitos por covid-19 em residentes, que atualmente está em 1,71. Na comparação com a taxa registrada há 14 dias, que foi de 2,43, houve uma queda de 29,41%, segundo dados do painel epidemiológico Covid-19 da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Com esse cenário, os especialistas da FMS afirmam que não existe indicativo para adoção de medidas mais restritivas na capital.

O painel mostra ainda que a ocupação de leitos destinados a pacientes com Covid-19 está atualmente em 48,15%, o que representa uma leve queda em relação ao valor registrado nos últimos 14 dias, que foi de 48,87%. Já a média móvel de 7 dias calculada para internações de pessoas com síndrome respiratória aguda grave caiu 4,26% no mesmo período.

O painel reflete a situação de redução no número de casos diagnosticados em relação ao pico da pandemia, com tendência a estabilização que tem se mantido nos últimos meses. “Teresina vem mantendo essa tendência de queda desde julho. Continuamos monitorando os dados de perto, mantendo o trabalho de rastreamento e a estrutura de saúde para cuidar de quem precisa”, ressaltou o prefeito Firmino Filho.

Para o médico Walfrido Salmito, infectologista do Centro de Operações em Emergência da FMS (COE) a queda nos óbitos é um reflexo da diminuição e da estabilidade da doença na cidade, além de uma maior eficiência no tratamento, adquirida com a evolução dos estudos no mundo todo. “Atualmente, os médicos sabem lidar muito bem com a Covid-19 e não são mais pegos de surpresa com os desdobramentos da doença”, afirma.

O infectologista adverte, no entanto, que a população deve continuar mantendo todos os cuidados para evitar a disseminação do coronavírus, como uso de máscara, distanciamento e higienização frequente das mãos. “Não podemos descuidar. O vírus ainda está circulando e é necessário nos mantermos vigilantes para evitar uma segunda onda de casos”, disse Walfrido Salmito.