Altos - PI

TJ nega liberdade a ex-segurança da Caixa acusado de roubos em Altos

No pedido, a defesa argumentou que as circunstâncias não preenchem os requisitos para os crimes de tentativa de latrocínio e associação criminosa.

Davi Fernandes
Teresina
15/03/2020 06h11 - atualizado 08h10

A 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Francisco Thiego Dias de Araújo, ex-segurança de uma agência da Caixa Econômica Federal de Altos, preso no dia 21 de janeiro de 2019, acusado de participar de roubos e uma tentativa latrocínio contra um empresário em Altos. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Justiça no último dia 12 de março.

No pedido, a defesa argumentou que as circunstâncias não preenchem os requisitos para os crimes de tentativa de latrocínio e associação criminosa. Além disso, foi alegado o excesso de prazo para a formação da culpa; incoerência na prisão preventiva; constrangimento ilegal e o encerramento da instrução.

O relator do habeas corpus foi o desembargador Joaquim Dias de Santana Filho. Nos autos, foi destacado que, “na hipótese, não há identidade da situação fático-processual entre o requerente e os corréus, pois os decretos preventivos são distintos, portanto, inexiste qualquer ofensa ao princípio da isonomia, tampouco direito à extensão dos efeitos da decisão que revogou a prisão dos corréus em favor do ora paciente”.

Entenda os crimes

Francisco Thiego Dias de Araújo foi preso acusado de repassar informações privilegiadas a assaltantes. De acordo com o delegado Tomaz Aquino, o cumprimento do mandado de prisão temporária ocorreu com o apoio da equipe da Força Tática da Polícia Militar.

“A investigação contra esse funcionário da Caixa Econômica se deu após a prisão do Francisco Fortes Demiro Neto, conhecido como Terceiro, onde no seu aparelho celular vimos conversas no aplicativo de mensagens, onde o segurança repassava informações de empresários que iriam depositar altas quantias e valores que estavam no cofre do banco. Após as informações repassadas, o Terceiro contratava pessoas para realizar os assaltos”, informou.

Ainda segundo o delegado, dois assaltos foram cometidos com o auxílio de Francisco Thiego. “Um foi contra o empresário Jonsley Falcão, que foi vítima de tentativa de latrocínio no momento do assalto, onde foi subtraído aproximadamente 10 mil reais e o outro assalto na própria agência da Caixa Econômica onde foi roubado aproximadamente 800 mil reais do cofre”, afirmou Tomaz Aquino.

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