Amarante - PI

Três pessoas são indiciadas pelo incêndio na Fazenda Lira no Piauí

Em entrevista ao GP1, o delegado titula da Polícia Civil de Amarante, Otoni Nogueira Neto informou que a perícia feita comprovou que os acusados estavam no local do crime e provocaram o incêndio.

Davi Fernandes
Teresina
Laura Moura
Teresina
05/07/2019 17h35 - atualizado 18h41

Três suspeitos de nomes não revelados foram indiciados nesta sexta-feira (05) pelo incêndio ao canavial da fazenda da Cachaça Lira que ocorreu no dia 21 de agosto. A Polícia Civil de Amarante concluiu o inquérito da investigação e indiciou os suspeitos por crimes ambientais.

Em entrevista ao GP1, o delegado titular da Polícia Civil de Amarante, Otoni Nogueira Neto informou que a perícia feita comprovou que os acusados estavam no local do crime e provocaram o incêndio. Devido a mortes de animais no local, os suspeitos foram indiciados pelos crimes de incêndio de floresta e poluição ambiental.

“Três suspeitos foram indiciados, provamos por meio da perícia que os três estavam no local do crime, provamos onde ocorreu o início do incêndio e também provamos que o fogo se deu por ação humana. O ato de uma pessoa atear fogo em uma floresta nativa mesmo sem querer provocar danos é um crime e como houve mortes de animais silvestres e poluição ambiental a ponto de tirar pessoas de seus pontos de moradia, os acusados foram enquadrados em dois crimes ambientais, sendo eles incêndio de floresta e poluição ambiental. Eles não são ligados a empresa, nenhum dos três são funcionários, são mesmos moradores da localidade onde ocorreu o fogo”, informou.

A ação dos suspeitos não teve motivos pessoais como razão. De acordo com o delegado Otoni o incêndio ocorreu devido a uma pequena queimada para fins de agricultura em um terreno vizinho, que se alastrou. “Apesar da ação ter sido intencional não foi para proporcionar prejuízo para o empresário, foi na verdade para uma pequena queimada nos fins de agricultura, então na nossa conclusão não foi por nenhuma vingança ou motivos pessoais não”, ressaltou.

Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado para o Ministério Público. A elaboração do relatório da Perícia teve participação do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar).

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