São Pedro do Piauí - PI

Universitário é acusado de planejar ataques a escolas no Piauí

O estudante de 21 anos foi ouvido pela polícia na manhã de hoje.

Fábio Wellington
Teresina
13/11/2019 17h10 - atualizado 17h15

A Polícia Civil já identificou os responsáveis por divulgar em redes sociais ameaças de possíveis ataques terroristas a escola Landri Sales, no município de São Pedro do Piauí, distante 110 km de Teresina. São eles um adolescente de 16 anos e um estudante de pedagogia de 21 anos.

O delegado Paulo Nogueira, responsável pelas investigações pediu à justiça, um mandado de busca e apreensão na casa dos dois acusados. O pedido foi concedido, e a polícia já tem em mãos os aparelhos telefônicos e computadores dos investigados. De posse dos aparelhos a Polícia Civil vai fazer a comparação das versões dadas em depoimento e as mensagens trocadas entre eles.

  • Foto: Reprodução/WhattsappMensagens postadas em uma rede social Mensagens postadas em uma rede social

Durante entrevista ao GP1, na tarde desta quarta-feira (13), o delegado Paulo Nogueira, da Polícia Civil de Água Branca, contou que os dois foram ouvidos separadamente. “Primeiro ouvimos o adolescente. Depois que confrontamos ele com as provas documentais, como a questão do IME dele que foi identificado, ele acabou confessando aquilo que foi conveniente para a situação dele. O adolescente admite que realmente criou as contas, mas que tudo teria sido feito de comum acordo com o amigo que ele conheceu virtualmente, no caso o adulto de 21 anos que tem um histórico de bullying”, narrou Nogueira.

Ainda de acordo com Paulo Nogueira, o suspeito de 21 anos foi ouvido nas primeiras horas da manhã desta de hoje. “Hoje ouvindo o adulto, percebe-se que ele tem uma admiração pelo que aconteceu em Suzano-SP. Uma admiração pessoal pelo Guilherme, que cometeu o massacre na escola de São Paulo, tanto que ele colocou a foto dele nos perfis das redes sociais. O adulto contou também que ele queria passar para a história, fazendo algo grandioso. Porém no sentido negativo, como derramamento de sangue, não tendo interesse na vida, mas queria provocar e causar dor em terceiros. Mas que no final das contas, eles não iriam cometer o atentado, até porque não teriam armas”, revelou.

O delegado reiterou que ambos são bastante inteligentes, é perceptível que são bem informados naquilo que eles gostam de fazer. “A gente percebe logo que são dois jovens muito inteligentes. Com uma mentalidade parecida com esses meninos que cometem esse tipo de coisa no Brasil e mundo afora”, contou Paulo Nogueira.

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