Política

Wilson Brandão diz que situação entre PP e Wellington está pacificada

Na segunda-feira (6) houve uma reunião entre os membros do Progressistas, na ocasião, o senador Ciro Nogueira (PP) insinuou que o governador tentou dividir o partido.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Germana Chaves
Teresina
Jonas Carvalho
Teresina
07/05/2019 14h16 - atualizado 15h04

O deputado estadual licenciado e secretário estadual de Mineração, Wilson Brandão (PP), afirmou nesta terça-feira (7), que não existe mais nenhum atrito e está tudo pacificado entre o partido e o governador Wellington Dias (PT) após a polêmica envolvendo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semar).

Na segunda-feira (6) houve uma reunião entre os membros do Progressistas, na ocasião, o senador Ciro Nogueira (PP) insinuou que o governador tentou dividir o partido ao se reunir individualmente com lideranças da sigla e destinar cargos sem ouvir as indicações da Executiva do Progressistas.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Wilson BrandãoWilson Brandão

Questionado sobre a declaração de Ciro Nogueira, o secretário Wilson Brandão afirmou que o problema já foi resolvido e que está tudo “perfeitamente pacificado”.

Ele ainda disse que os progressistas estão unidos e apoiando a gestão do governador Wellington Dias. “O PP está unido. Naturalmente, tivemos umas questões internas todas resolvidas e sanadas e estamos com o governador Wellington Dias, fazemos parte de sua equipe, eu e outros colegas. Não vejo nenhum problema, vamos tocar a gestão com todo interesse para que a gente possa nos doar para o desenvolvimento do Piauí”, afirmou.

Atritos

A indicação para cargos no governo estadual foi o que gerou um atrito entre o governador e os Progressistas. O principal problema aconteceu após o PP indicar o ex-deputado federal Mainha (PP) para a Secretaria do Meio Ambiente (Semar), mas o nome foi vetado pelo governador Wellington Dias que queria um nome mais técnico.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Deputado mainhaDeputado mainha

Foi quando a deputada Margarete Coelho (PP) indicou a irmã Sádia Castro, que possui doutorado em Educação Ambiental, mas não é filiada ao Progressistas. A escolha desagradou Ciro Nogueira (PP) e Júlio Arcoverde (PP).

Mainha ficou bastante irritado com a situação e chegou a criticar Margarete Coelho. Ele afirmou que a deputada deveria ter ajudado ele, que é um companheiro de partido. “Jamais o partido iria aceitar se, eventualmente, a Margarete tivesse ficando como suplente não ser atendida, nem contemplada, porque nós somos um time e a gente tem que dar as mãos, porque ninguém sabe o dia de amanhã e o partido tem que ser solidário”, disparou Mainha.

Para diminuir o atrito criado com a indicação de Sádia, Wellington Dias ofereceu a direção da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP). Toda essa confusão foi assunto de discussão em uma reunião realizada por Ciro Nogueira em sua residência na segunda-feira (6).

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Ciro NogueiraCiro Nogueira

Após a reunião, Ciro Nogueira insinuou que o governador tentou dividir o partido ao se reunir individualmente com lideranças da sigla e não atender as indicações da sigla, nesse caso, a indicação de Mainha. “Acho que o governador quis usar o que aconteceu com o outro partido em 2014, mas espero que não tenha sido essa a vontade do governador, se foi, o efeito está o contrário, o partido está mais unido do que nunca. Se tentou [dividir o PP], o efeito foi contrário”, disparou Ciro.

Já Júlio Arcoverde afirmou que Wellington está devendo cargos ao partido. “Nós indicamos um deputado que teve 60 mil votos para essa secretaria [do Meio Ambiente] e o governador não aceitou nossa cota, nem pediu para indicar o outro nome, acredito escolha da doutora Sádia é da cota pessoal do governador, que fica ainda devendo um cargo ou órgão para o partido Progressistas. Se o Meio Ambiente não foi destinado para quem indicamos [Mainha], a gente precisa ter essa compensação”, disse o deputado.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Júlio ArcoverdeJúlio Arcoverde

Por fim, Mainha deveria se encontrar com Wellington Dias para decidir sobre a indicação para a direção da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP), mas ele não decidiu não ir ao encontro e mandou mensagem ao governador informando que não aceitará o cargo.

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