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Teresina - Piauí

Juiz dá 30 dias para polícia concluir inquérito contra ex-reitor da UFDPar

Decisão foi dada pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina.

O juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina, deu novo prazo de 30 dias para que a Polícia Civil conclua o inquérito contra o ex-reitor da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), Alexandro Marinho Oliveira, indiciado em 20 de dezembro de 2022, pelo crime de estelionato, sob a acusação de aplicar golpe contra a defensora pública Priscila Gimenes do Nascimento Godoi e o advogado Fernando Kubotsu de Godoi. O inquérito foi presidido pelo delegado Ademar Canabrava, titular do 12º Distrito Policial de Teresina.

A decisão do magistrado foi dada no dia 11 de dezembro de 2023 por requerimento do Ministério Público do Piauí e o prazo se encerra na próxima quinta-feira, 11 de janeiro de 2024. “Diante das diligências requeridas pelo Ministério Público, determino a intimação da autoridade policial responsável pelas investigações para que, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, atenda às solicitações e recomendações explanadas no parecer ministerial. Retornando os autos com novas informações da autoridade policial, determino a intimação do Ministério Público, para manifestação conclusiva”, destacou o juiz.

Foto: Divulgação/UFPIAlexandro Marinho Oliveira
Alexandro Marinho Oliveira

Entenda o caso

Alexandro Marinho Oliveira, reitor e sócio da empresa Núcleo Construções, foi indiciado por estelionato pela Polícia Civil do Piauí em 20 de dezembro de 2022. A acusação é de ter aplicado um golpe contra a defensora pública Priscila Gimenes do Nascimento Godoi e o advogado Fernando Kubotsu de Godoi. O inquérito foi presidido pelo delegado Ademar Canabrava, titular do 12º Distrito Policial de Teresina.

Em janeiro de 2021, Alexandro Marinho apresentou ao casal uma proposta comercial para a construção de uma casa residencial na zona leste de Teresina, pela Núcleo Construções LTDA. O casal, confiando na honestidade do docente devido ao seu cargo de reitor na época, aceitou a proposta e assinou um contrato para a construção da casa em 4 de fevereiro de 2021. O contrato previa a construção de uma residência unifamiliar térrea com área de construção de 204,00 m² no condomínio Aldebaran Ville, com previsão de entrega em oito meses e valor global estimado de R$ 600.000,00, além de um aditivo de R$ 8.000,00 para o aumento da capacidade da energia solar contratada.

No entanto, após receber o pagamento de R$ 307.734,95, Alexandro Marinho deixou de comparecer à obra em 20 de dezembro de 2021. O casal descobriu que Oliveira teria aplicado o mesmo golpe em várias famílias no condomínio Conviver Parnaíba, na cidade de Parnaíba. Eles também afirmaram que Oliveira fechou o escritório da construtora, que ficava na Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, no bairro São Benedito, em Parnaíba. Com base nas provas apresentadas, o delegado Canabrava indiciou o ex-reitor por estelionato.

Outro lado

O ex-reitor Alexandro Marinho não foi localizado pelo GP1. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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