Teresina - PI

Divulgados os nomes dos policiais presos em operação do GRECO

Em áudios gravados, os policiais se organizavam entre si para roubarem cargas de cigarros, extorquirem comerciantes, e subtraírem drogas de algumas bocas de fumo.

Davi Fernandes
Teresina
02/12/2019 15h23 - atualizado 18h16

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), divulgou na tarde desta segunda-feira (2), os nomes e patentes dos policiais presos pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) na “Operação Dictum” em Teresina, acusados de formar uma organização criminosa.

Os envolvidos tratam-se de Genildo Vieira da Silva; Francisco das Chagas Lima Trindade; Helido Cunha de Sousa; Bruno Costa de Oliveira; Antônio Lopes Rosa; Rafael dos Santos Leal; Marcelo Ribeiro Rocha; Percyvall de Oliveira Ferreira; Lourival Ferreira de Carvalho Neto; Ellisson Costa Vieira; Wanderley Rodrigues da Silva, vulgo W.Silva; Erasmo de Morais Furtado e José Afonso Santos e Silva.

  • Foto: Divulgação/SSP-PINomes dos envolvidos presosNomes dos envolvidos presos

O ex-cabo, Wanderley Rodrigues da Silva, é apontado como o líder da quadrilha, além de policiais militares, um investigador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), também está envolvido no grupo criminoso.

Em áudios gravados, os policiais se organizavam entre si para roubarem cargas de cigarros, extorquirem comerciantes, e subtraírem drogas de algumas bocas de fumo, em seguida, o dinheiro arrecadado seria repartido entre os envolvidos.

Ao todo foram presos nove policiais militares, um policial civil, um ex-policial militar e um não policial. Foram apreendidas ainda quatro revólveres, uma calibre 32 e uma pistola.

Modus Operandi

De acordo com o secretário de Segurança, Fábio Abreu, os policiais roubavam cargas de contrabando e estouravam bocas de fumo para revender a droga. Abreu detalhou que os policiais agiam contra pessoas que não podiam registrar Boletim de Ocorrência.

“Eles roubavam cargas de contrabando, principalmente de cigarros e revendiam em outros pontos. Atacavam pontos de vendas de entorpecentes, vendiam para outras pessoas. Eles faziam esse tipo de coisa, atacavam aqueles que não podiam registrar nenhum Boletim de Ocorrência. Praticavam pistolagem, de alguma forma, por recursos, por dinheiro, mas também em troca de armas. Fizeram algumas ações voltadas na questão de homicídio. É uma vasta participação em crimes”, afirmou.

Líder da quadrilha

O líder da quadrilha, segundo o secretário Fábio Abreu, era o ex-policial militar W. Silva, envolvido no roubo do Banco do Nordeste em 2017. W. Silva já tinha sido expulso da corporação e estava morando no Rio de Janeiro. O ex-policial foi preso ao desembarcar da aeronave no Aeroporto de Teresina.

O comandante da Polícia Militar, Lindomar Castilho, explicou a prisão de Wanderlei e que agora ele é um preso comum. “O Wanderlei Silva, foi preso como civil, inclusive estava no RJ e foi preso no desembarque dele aqui em Teresina. No momento em que desembarcava da aeronave, mas foi preso como um preso comum”, afirmou.

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