Teresina - PI

"Estamos cometendo um erro", diz Fábio Novo sobre retorno da Alepi

De acordo o deputado, a o presidente da Alepi não cumpriu com o protocolo estabelecido pela Anvisa e está se precipitando.

Nathalia Carvalho
Teresina
Germana Chaves
Teresina
30/06/2020 12h01 - atualizado 01/07/2020 10h36

O deputado estadual do Piauí, Fábio Novo (PT), esteve presente na reunião de apresentação do protocolo para retomada das atividades na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e criticou o retorno dos trabalhos presenciais ocorrido nesta terça-feira (30).

De acordo com o Fábio Novo, a mesa diretora está cometendo um grande erro em reativar a rotina antes dos demais poderes, que aguardam a chegada do dia 6 para a volta. Novo também se mostrou em desacordo com o plano de segurança elaborado que, segundo ele, permitiu a entrada de pessoas que não compõem o grupo de funcionários da Casa.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Deputado estadual Fábio Novo (PT)Deputado estadual Fábio Novo (PT)

“Eu acho que estamos cometendo um erro em voltar hoje, eu discordo da presidência da Casa e manifestei isso ao presidente [Themístocles Filho], eu acho que o ideal seria esperar até o dia 6 de julho porque os outros poderes estão esperando. Nós não tivemos inclusive a reunião da mesa diretora que estava marcada e pelo ato da mesa deveria ter sido avaliado, a assembleia não tem um plano de segurança. Eu já identifiquei várias pessoas que acessaram hoje aqui e que não é funcionário da casa, como foi que acessaram? ”, questionou o deputado.

Ainda segundo Fábio Novo, a Assembleia Legislativa não está de acordo com as normas da Anvisa. Uma delas é a testagem de todos os funcionários.

“As sessões remotas estão dando em torno de 23, 24 deputados e vários manifestaram hoje por escrito para mesa que não viriam para a sessão, então eu acho que está precipitada a volta da assembleia. Nós não somos um serviço essencial, poderia esperar um pouco mais, eu me preocupo porque estamos fora das normas da Anvisa, teria que ter testado todos os funcionários e o próprio presidente deu a declaração que só testou 500 e desses já tiveram 20 positivados, mas e o restante que não foi testado? E quem foi testado hoje? Não dá para garantir porque os sintomas só são manifestados com 10 dias, então podemos estar no meio de uma aglomeração com pessoas positivadas”, criticou.

Politização da pandemia

Questionado se o prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) estaria utilizando a pandemia para fins políticos, o deputado Fábio Novo fez duras críticas à atuação de uma guarda municipal, no episódio em que o fiscal determinou o fechamento do comércio do Dirceu em nome do governo do estado.

“Eu acho que tem que seguir primeiro todos os protocolos, está demorando tanto a reabertura porque a gente nunca conseguiu atingir um isolamento que fosse necessário. No caso do mercado do Dirceu ficou claro isso, um funcionário da prefeitura disse com todas as letras que estava fechando o comércio por força de um decreto do governador, quem mandou o fiscal dizer aquilo? Ele é um fiscal do município, não é do estado. Então aquilo foi de forma proposital para justamente, como a gente fala em uma linguagem popular, “melar” a imagem do governo”, afirmou Fábio Novo.

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