Teresina - PI

Firmino volta a dizer que Teresina é penalizada por centralização da Saúde

O encontro é realizado no auditório da Fundação Municipal de Saúde, no bairro Primavera, região norte de Teresina.

Jonas Carvalho
Teresina
Germana Chaves
Teresina
Andressa Martins
Teresina
29/08/2019 11h41 - atualizado 17h56

Encontro para Fortalecimento da Atenção Básica em Teresina

Na manhã desta quinta-feira (29) o prefeito Firmino Filho (PSDB) esteve presente no auditório da Fundação Municipal de Saúde para a realização do Encontro Municipal para o Fortalecimento da Atenção Básica, no bairro Primavera, zona norte. Durante o encontro, o prefeito voltou a afirmar que Teresina é "penalizada" devido a centralização da Saúde na Capital.

Conforme o levantamento realizado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Teresina possui cobertura de 100% de atenção básica, organizada em 04 regiões de saúde a fim de facilitar o processo de gestão e organização das equipes.

Para o presidente da FMS, Charles da Silveira, o desempenho positivo da atual gestão ocorre em virtude ao trabalho progressivo iniciado ainda na última década.

“Desde o ano de 1990 nós começamos a estratégia da família com três equipes e hoje nós temos 265 equipes de saúde da família. Nós cobrimos 100% do território de Teresina e nós hoje estamos trabalhando uma requalificação desse programa. Nós estamos trazendo aqui representantes do Ministério da Saúde para que a gente possa verificar a possibilidade da prefeitura aderir ao programa que foi criado para estender as 60 horas ininterruptas da nossa Unidade Básica de Saúde”, explicou.

Unidades de Saúde no turno da noite

Segundo o prefeito de Teresina, as Unidades de Saúde em funcionamento na Capital podem operar em período noturno. A prestação de serviço no terceiro horário do dia visa suprir a demanda delegada aos hospitais dos grandes bairros da cidade.

“A gente entende que as unidades básicas serem abertas no período noturno tem que ser aquelas que estão mais distantes dos hospitais. Nós temos 11 hospitais e três UPAs, então é importante que as unidades abertas sejam aquelas onde por perto não tem hospital. Estamos negociando com o Ministério da Saúde que lógica vamos adotar, se adotamos esta lógica local e ao mesmo tempo garantindo que o financiamento federal possa existir também”, concluiu.

Centralização da Saúde

De acordo com Firmino, a população da Capital é ‘penalizada’ com a superlotação do sistema por pacientes advindos de municípios do Estado.

“Então está faltando dinheiro na Educação, no asfalto e por outro lado a população de Teresina é penalizada porque quando vai se beneficiar do serviço de Saúde porque tem gente que vem de outros municípios, não só na Urgência, na UPA, nos hospitais de bairro, na consulta especializada, nos exames, na cirurgia. Temos um estrangulamento muito grande e por isso precisamos ter uma repactuação da assistência de saúde no estado”, concluiu.

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