Piauí

Grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Piauí é acusado de descumprir ordem judicial

O empresário e maçom Raimundo Nonato dos Reis e Silva, através do advogado Gustavo Lage Fortes, apresentou manifestação onde alerta o descumprimento da decisão judicial.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Wanessa Gommes
Teresina
24/10/2019 18h00 - atualizado 20h32

O empresário e maçom Raimundo Nonato dos Reis e Silva apresentou manifestação, através do advogado Gustavo Lage Fortes, no dia 14 de outubro deste ano, na 5ª Vara Cível da Comarca de Teresina, onde alerta que a Grande Loja Maçônica do Piauí, que tem como Grão-Mestre Jarbas Nogueira Matias e Pedro Alexandre de Carvalho Mota continuam descumprindo ordem judicial. Ele ainda pediu o aumento do valor da multa pelo descumprimento da decisão.

Raimundo Reis alegou que o juiz Teófilo Rodrigues Ferreira suspendeu, em maio de 2018, a posse da nova diretoria da Grande Loja Maçônica do Piauí, eleita no dia 5 do mesmo mês, em virtude de diversos vícios no pleito eleitoral, mas que a decisão não foi cumprida, pois no dia 24 de setembro de 2018 houve a diplomação e posse da chapa eleita.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Grande Loja Maçonica Grande Loja Maçônica

Posteriormente, o juiz Édison Rogério Leitão Rodrigues, da 6ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou que a Grande Loja Maçônica do Piauí, através do presidente Jarbas Nogueira Matias cumprisse, no prazo de 48 horas, a decisão dada interiormente, mantendo interinamente os antigos ocupantes dos cargos de Grão-Mestre, Grão-Mestre Adjunto, Primeiro Vice-Presidente (Grande Primeiro Vigilante) e Segundo Vice-Presidente (Grande Segundo Vigilante), sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitada a 5 dias-multa, que será cobrada contra Pedro Alexandre de Carvalho Mota e Grande Loja Maçônica do Piauí.

No entanto, a Loja Maçônica continua sem cumprir a decisão. Raimundo então apresentou manifestou informando sobre o descumprimento e pedindo o aumento da multa. "Dessa forma, requer a majoração do valor da multa e estipulação de novo limite para aplicação das astreintes, como forma de compelir os requeridos a cumprir a determinação judicial e caso persista o descumprimento que se oficie o Ministério Público para apuração do crime de desobediência”, afirmou Raimundo.

Entenda o caso

Raimundo Nonato dos Reis e Silva ingressou na 5ª Vara Cível da Comarca de Teresina com uma Ação Anulatória de Eleição contra Pedro Alexandre de Carvalho Mota e a Grande Loja Maçônica do Piauí. Segundo Raimundo, no dia 5 de maio de 2018 foi realizada eleição para os cargos de Grão-Mestre, Grão-Mestre Adjunto, Primeiro Vice-Presidente e Segundo Vice-Presidente, sendo que duas chapas encabeçadas pelos candidatos a Grão-Mestre Jarbas Nogueira Matias e Raimundo Nonato dos Reis e Silva, concorreram ao pleito.

Raimundo alegou que o pleito eleitoral apresentou uma série de irregularidades que violariam o Código Eleitoral da instituição e acarretaram, por consequência, na nulidade da eleição realizada.

No dia 25 de maio de 2018, o juiz Teófilo Rodrigues Ferreira, da 3ª Vara Cível da Comarca de Teresina, determinou a suspensão da posse da chapa vencedora, onde fixou multa diária no valor de R$ 1 mil e de até R$ 30 mil em caso de desobediência.

Outro lado

Jarbas Nogueira Matias e Pedro Alexandre de Carvalho Mota não foram localizados pelo GP1.

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