Polícia

PM vai iniciar capacitação para lavratura de TCO no Piauí

“Agora a gente passa a cuidar dos preparativos para que, até o final do ano, a gente já esteja praticando o TCO no Piauí”, disse o coronel Lindomar Castilho.

Brunno Suênio
Teresina
13/11/2018 20h03 - atualizado 20h03

O Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Lindomar Castilho, afirmou nesta terça-feira (13), em entrevista ao GP1, que vai iniciar a capacitação dos oficiais que ficarão responsáveis pela confecção do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que também poderão ser realizados pela Polícia Militar no ato do atendimento dos casos de crimes com menor potencial ofensivo.

O coronel comentou a decisão do desembargado Erivan Lopes, atendendo ao pedido do Procurador Geral de Justiça, Cleandro Moura. “Na realidade, a decisão do Tribunal de Justiça só confirmou o que o MP havia expedido no dia 10 de outubro. Já havia um entendimento de nós acatarmos a recomendação e agora a gente passa a cuidar dos preparativos, a orientar melhor o nosso oficial, preparar as condições operacionais para que, até o final do ano, a gente já esteja praticando o TCO no Piauí”, ressaltou.

Ainda segundo o comandante, os policiais que estiverem atuando nas ruas têm que estar habilitados a lavrar o TCO. “Então, todo aquele policial que estiver fazendo um patrulhamento, ao se deparar com um caso em que a situação exija um TCO ele tem que estar preparado. O que a gente quer, inicialmente, é capacitar os oficiais, comandantes e depois vamos universalizar com os demais policiais”, pontuou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Comandante Geral Lindomar CastilhoComandante Geral Lindomar Castilho

A ameaça, como um dos crimes mais comuns, é das situações apontadas pelo comandante geral que pode ser atendida pelo policial militar, sem a necessidade de conduzir as partes envolvidas até a Polícia Judiciária. “Nos crimes de pequena monta serão lavrados um boletim informativo dessas circunstâncias. Qual é a lógica desse atendimento? É evitar que se faça o deslocamento de uma viatura para passar 3 horas na Central de Flagrantes e no final a pessoa sair primeiro que o policial. No interior do estado, onde tem que se deslocar 200km para atender uma ocorrência [...] Então são essas coisas que precisam ser ajustadas para melhorar a eficiência dos órgãos de Segurança dos estados”, finalizou o coronal Lindomar Castilho.

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