Polícia

PMs presos em operação debochavam do Greco em grupo de WhatsApp

A delegada Tatiana Trigueiro explicou que durante uma operação, o Greco apreendeu um telefone de um suspeito, onde foi localizado esse grupo no WhatsApp, chamado de “Pelotão Greco”.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
13/08/2019 14h50 - atualizado 16h02

Os oitos policiais militares presos nesta terça-feira (13) na “Operação Fraudulenti", suspeitos de fraude no concurso público da Polícia Militar em 2014, participavam de um grupo no WhastApp que ironizava a atuação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO) nas investigações relacionadas ao concurso.

A informação foi confirmada pela delegada Tatiana Trigueiro da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. A delegada responsável pelo inquérito explicou que durante uma operação, o Greco apreendeu um telefone de um suspeito, onde foi localizado esse grupo no WhatsApp, chamado de “Pelotão Greco”.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Entrevista com a Tatiana TrigueiroEntrevista com Tatiana Trigueiro

Nesse grupo, os presos trocavam informações sobre as ações do Greco e debochavam das investigações. “Em uma das operações deflagrada pelo Greco em 2017, teve a apreensão do celular de um dos investigados, onde foi encontrado um grupo que se chamava Pelotão Greco. Eles sempre que faziam uma alusão [aos policiais civis] brincando, onde ironizavam”, destacou a delegada.

Todos os presos são amigos e vizinhos. Entre os presos estão dois irmãos. Eles tiveram acesso a prova, após Antônio Yuri, funcionário da gráfica responsável pela impressão, furtar uma prova.

“Na verdade essa investigação foi iniciada pelo Greco, mas em um interrogatório, uma pessoa confirmou que furtou a prova. Nesse caso foi um funcionário da gráfica em Teresina que admitiu que quando foi fazer a impressão, furtou a prova e repassou para outros investigados. Ele disse que não recebeu dinheiro, apenas que repassou a prova por amizade”, destacou a delegada Tatiana Trigueiro.

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