Teresina - PI

Mãe do acusado de matar Rayron Holanda é detida após agressão

"A mulher foi conduzida à Central porque agrediu um repórter na porta do 6º Distrito. Mas, como o repórter não quis representar contra ela, então, ela não foi presa", disse Joathan.

Germana Chaves
Teresina
Andressa Martins
Teresina
26/11/2018 10h49 - atualizado 18h23

A mãe do adolescente de iniciais L.G.A, de 15 anos, suspeito de assassinar com um tiro no peito o estudante de medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Rayron Holanda, de 22 anos, foi conduzida à Central de Flagrantes na manhã desta segunda-feira (26). Ela foi acusada de agredir um jornalista na porta do 6º Distrito Policial. A informação foi confirmada ao GP1, pelo chefe de investigação do Distrito, Joathan Gonçalves.

Ele esclareceu que a mulher, que não teve o nome revelado, não foi presa porque o jornalista decidiu não representar contra ela. “A mulher foi conduzida à Central porque agrediu um repórter na porta do 6º distrito. Mas, como o repórter não quis representar contra ela, então, ela não foi presa. Ela foi liberada” esclareceu Joathan.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Joathan GonçalvesJoathan Gonçalves

O estudante, de 22 anos era natural de Elesbão Veloso e morava em Teresina desde os 13. A vinda para capital teve um único propósito: cursar Medicina na Universidade Federal do Piauí (Ufpi). Os sonhos de Rayron foram interrompidos na manhã de domingo (25) após o jovem ser atingido com um tiro no peito em um assalto na Avenida Miguel Rosa.

Rayron Holanda era estagiário bolsista do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) quando teve a vida ceifada. Em depoimento à polícia, o algoz do jovem, o menor G.L.D.A.R, de 15 anos, confessou o crime e demonstrou frieza ao afirmar que não se arrependeu de tirar a vida de Rayron.

Dedicação

O tio da vítima, Evaldo Soares, contou ao GP1 que Rayron era dedicado e seu objetivo de vida era aprofundar o conhecimento. A paixão pelos livros se deu ainda na infância. De acordo com Edvaldo Sales, quando era pequeno, Rayron preferia ganhar livros dos familiares.

“Ele não tinha coisa de brincar, era só estudo, fazia amizade que era o mais importante dele e o forte dele era estudar. Nunca foi de brincar na rua. O fator principal para ele era o conhecimento. Tão tal que quando a avó queria dar algum presente, alguma coisa para ele, ele pedia o dinheiro para comprar um livro. Ele não queria nada, queria um livro”, contou.

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