Coronavírus no Piauí

Valdeci Cavalcante recorre a Bolsonaro para reabertura do comércio

“Passamos um e-mail para ele, comunicando a ele o que está acontecendo no Piauí, com um prefeito socialista e um governador socialista que querem a miséria do povo", afirmou.

Bárbara Rodrigues
Teresina
Brunno Suênio
Teresina
Germana Chaves
Teresina
16/05/2020 08h43 - atualizado 10h41

O presidente da Federação do Comércio do Estado do Piauí (Fecomércio), o advogado Valdeci Cavalcante disse, nesta sexta-feira (12) ao GP1, que comunicou ao presidente Jair Bolsonaro sobre a decisão do prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB) e do governador Wellington Dias (PT-PI), de manter suspensas algumas atividades, mesmo com o decreto presidencial colocando academias de ginástica, barbearias e salões de beleza como serviços essências à população nesse período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Passamos um e-mail para ele [Bolsonaro], comunicando o que está acontecendo no Piauí. [Prefeito e o governador] estão trazendo a miséria. Por isso, comuniquei isso ao presidente Jair Bolsonaro para que ele adote uma providência no Piauí”, falou o presidente da Fecomércio nessa quinta-feira (14).

  • Foto: Lucas Dias/GP1Valdeci CavalcanteValdeci Cavalcante

Valdeci vem defendendo a retomada gradual do comércio adotando todas as medidas de segurança sanitárias recomendadas pela Organização de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

Decisão cabe aos estados e municípios

Apesar do decreto de Jair Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que cabe aos estados e municípios o poder de estabelecer políticas de saúde, inclusive questões de quarentena e a classificação dos serviços essenciais.

Isso significa, que apesar do presidente ter publicado o decreto onde coloca academias de ginástica, salões de beleza e barbearias como serviços essenciais, a decisão final cabe aos governadores e prefeitos.

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